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Notícias

A defesa da tese de doutorado foi realizada no dia 23 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Título: CARACTERIZAÇÃO DOS FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR DE ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS DE ARRAIAL DO CABO (RJ) E EFEITO DA DIETA HIPOENERGÉTICA ASSOCIADO AO CONSUMO DA FARINHA DE SEMENTE DE ABÓBORA COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO PRIMÁRIA DA ATEROSCLEROSE

SANTOS, Larissa Almenara Silva dos. Caracterização dos fatores de risco cardiovascular de adolescentes de escolas públicas de Arraial do Cabo (RJ) e efeito da dieta hipoenergética associado ao consumo da farinha de semente de abóbora como estratégia de prevenção primária da aterosclerose. Rio de Janeiro, 2016. Tese (Doutorado em Cardiologia/ Ciências) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016.

Objetivos: Avaliar os fatores de risco cardiovascular (FRC) em adolescentes de escolas públicas de Arraial do Cabo (RJ), a associação às condições ao nascer e o efeito da dieta hipoenergética balanceada (DHB) associada à farinha de semente de abóbora (FSA) em adolescentes com excesso de massa corporal (MC). Métodos: 1) Estudo transversal, em adolescentes (10-19 anos) de 8 escolas (urbana/rural); 2) Ensaio clínico (90 dias), intervenção com DHB associada ao consumo de FSA em adolescentes sobrepeso (SP) e obesos (OB) do 1º estudo. Aplicaram-se questionários padronizados. Avaliou-se: índice de massa corporal (IMC), perímetros da cintura (PC), quadril (PQ) e pescoço (PP), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), consumo de energia e nutrientes, glicemia, colesterolemia (CT) e frações (LDL-c, HDL-c), trigliceridemia e uricemia. Utilizou-se o programa SPSS (Statistical Package Social Sciences). Resultados: Participaram do estudo transversal, 1946 adolescentes com 13 anos (11-14) de idade, sendo 51% do sexo feminino, 98,3% não fumantes, 88,6% não etilistas, 50,6% inativos no lazer, 50,2% com conhecimento nutricional satisfatório, 18,1% nascidos prematuros, 11,9% baixo peso e 36,2% tiveram aleitamento inadequado. O consumo alimentar foi inadequado para o cálcio, ferro, vitamina A, colesterol e fibras. Constatou-se SP (17,2%), OB (15,4%), hipertensão arterial sistêmica (HAS) (10,3%), hiperglicemia= 4%, dislipidemia (46,7%), sendo hipercolesterolemia= 32,3%, LDL-c= 8,2%, HDL-c= 31,4%, hipertrigliceridemia= 5,9% e hiperuremia= 9,2%. Apenas o peso ao nascer se correlacionou com o IMC (r= 0,113; p= 0,012). Nenhuma outra condição ao nascer se correlacionou com os FRC. No ensaio clínico, 74 adolescentes com SP (43,2%) e OB (56,8%) apresentaram hiperglicemia (6,8%), hipercolesterolemia (38,4%), altas concentrações de LDL-c (4,1%), baixas concentrações de HDL-c (34,2%), hipertrigliceridemia (21,9%) e hiperuremia (24,7%). O conhecimento nutricional evoluiu ao longo da intervenção (p<0,05). A DHB aumentou o consumo de vitaminas A, C, E, D, fibras e reduziu o colesterol dietético, a PAD e a glicemia. A DHB associada à FSA reduziu MC, PC, PQ, IMC de forma adicional à DHB isolada com redução do percentual de OB (45,9%). Conclusão: As condições ao nascer não se correlacionaram com os FRC. A DHB associada à FSA apresentou efeito positivo na redução da energia, nos teores de carboidrato, proteína, colesterol dietético e aumento de vitaminas e fibra alimentar, com redução da OB, do perfil lipídico e glicídico dos adolescentes, podendo ser uma estratégia nutricional para o tratamento da obesidade em adolescentes.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de Mestrado aqui

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A Defesa de Dissertação de Mestrado do aluno Diego Porto de Almeida, intitulada "Avaliação por ressonância magnética do remodelamento cardíaco em praticantes amadores de triatlo", foi realizada no dia 30 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução:
O triatlo vem apresentando um aumento exponencial no número de praticantes após ser incluído nas Olimpíadas de Sidney em 2000. É um esporte relativamente recente e sobre o qual se produziu pouca documentação com relação ao remodelamento cardíaco (RC) que possa desencadear em seus atletas. O presente estudo busca identificar e descrever as características do RC que possa estar relacionado à prática do triatlo de endurance por atletas amadores.

Objetivo:
Comparar índices estruturais e funcionais cardíacos entre triatletas amadores (TA) com indivíduos saudáveis não praticantes do esporte (GC), obtidos a partir de exame de ressonância magnética cardíaca (RMC). Identificar se há uma correlação dos índices com o volume de treinamento aeróbico semanal dos triatletas

Métodos:
Os TA foram definidos por questionário estruturado. Foram submetidos à RMC, em aparelho de 1,5 tesla, 21 TA e 20 GC. As imagens foram avaliadas em softwares específicos por dois médicos examinadores experientes, sendo adotada a média dos valores. Foram avaliados fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e direito (FEVD), volumes diastólico (VDF), sistólico finais (VSF) e ejetivo (VEJ) do ventrículo esquerdo, volume do átrio esquerdo (VAE), volume diastólico final do ventrículo direito (VD) massa do VE (M), espessura do septo (S) e da parede lateral (PL). Todos os valores volumétricos e de massa foram indexados pela superfície corporal.

Resultados:
Dos 41 participantes (36,1±6,5 anos), 28 (68,3%) eram do sexo masculino. Em comparação com os controles, os atletas apresentaram: menor FEVE (62,5 ± 5,4% vs 68 ± 6,2%, p=0,005) e igual FEVD (55,2 ± 5,5 % vs 55,1 ± 6,2%, p=0,962); maior VDF (103,3 ±13,7ml/m2 vs 69,6 ± 13ml/m2, p<0,0001), VSF (38,7 ± 7,8 ml/m2 vs 22,6 ± 6,6 ml/m2, p<0,0001) e VEJ (64,9 ± 10,2 ml/m2 vs 47,1 ± 9 ml/m2, p<0,0001) do ventrículo esquerdo; maior VAE (46,9 ± 7,8 ml/m2 vs 33,3 ± 8,3 ml/m2, p<0,0001), maior VD (101,3 ± 13 ml/m2 vs 72,4 ± 19 ml/m2, p<0,0001); maior massa do VE (M: 70,3 ± 15,7 g/m2 vs 40,2 ± 6 g/m2, p<0,0001); maior espessura do septo (S: 10 ± 1,7mm vs 8,1 ± 1,6mm, p<0,001) e da parede lateral (PL: 9,8 ± 1,7 mm vs 7 ± 1,6 mm, p<0,0001). A correlação de Pearson foi feita avaliando 21 TA, (76,2% masculino; 35,7±5,5 anos). A média de treinamento aeróbico semanal foi de 14,1±3,4 horas. De todas as variáveis analisadas, os VDF (r de Pearson= 0,513; p=0,017), VEJ (r de Pearson= 0,750; p<0,0001) e FEVE (r de Pearson= 0,494; p=0,023) do VE e a espessura do septo (r de Pearson= 0,459; p=0,036) obtiveram correlação significativa com o volume de treinamento semanal.

Conclusão:
Mesmo praticado de forma amadora, o triatlo pode ser capaz de promover alterações estruturais cardíacas significativas semelhantes aos achados na literatura científica com atletas profissionais. O volume de treinamento aeróbico é proporcional ao aumento do VDF, VEJ e FEVE do VE e da espessura do septo, que provavelmente é um mecanismo importante de adaptação do treinamento e permite um melhor desempenho atlético.

Veja abaixo as fotos da defesa
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A Defesa de Tese de Doutorado do aluno Paolo Blanco Villela, intitulada Mortalidade por doenças cerebrovasculares e hipertensivas no Brasil entre 1980 e 2013, foi realizada no dia 2 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução:
Existem poucos dados na literatura nacional sobre o comportamento das doenças cerebrovasculares (DCBV) e das doenças hipertensivas (DHIP) ao longo dos anos. Os óbitos relacionados às DHIP podem estar subdimensionados quando avaliados somente pela causa básica. As variações nas taxas de mortalidade de ambas as condições podem sofrer influência de fatores socioeconômicos.

Objetivo:
Avaliar a evolução temporal das taxas de mortalidade por DCBV e DHIP no Brasil. No período entre 1980 e 2012, avaliar as taxas de mortalidade por causa básica. No período entre 2004 e 2013, avaliar por causas múltiplas, e também nesse mesmo período, avaliar a relação das taxas de mortalidade por estas doenças com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a cobertura da saúde suplementar.

Métodos:
Os dados dos óbitos e população foram obtidos do site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório (DAC), DCBV e DHIP foram padronizadas pela idade. Para a análise por causas múltiplas, avaliou-se as menções as DCBV e DHIP em todas as linhas das declarações de óbito entre 2004 e 2013. Os dados do Índice de Desenvolvimento Humano de cada unidade da federação (IDH Municipal, IDHM) foram obtidos do site Atlas Brasil. Para a correlação com o IDHM e a cobertura da saúde suplementar, as taxas de mortalidade além de padronizadas por idade, foram compensadas pelas causas mal definidas. Avaliou-se a correlação entre a mortalidade por DAC, DCBV e DHIP e a cobertura da saúde suplementar entre 2004 e 2013 nas unidades da federação. Avaliou-se também a correlação entre o IDHM no ano 2000 e as taxas de mortalidade por DAC, DCBV e DHIP em 2013.

Resultados:
As taxas de mortalidade padronizadas por DAC e DCBV apresentaram declínio entre 1980 e 2012, enquanto houve discreto aumento na taxa de mortalidade padronizada por DHIP. Quando houve menção a DCBV sem DHIP, aquela foi selecionada como causa básica em 74,4% dos casos. Nos casos de DHIP sem DCBV, aquela foi selecionada como causa básica em 30,0%. Quando avaliados por menções nas DO, notou-se aumento expressivo nos óbitos relacionados às DHIP em comparação à sua avalição por causa básica entre 2004 e 2013, no país. Todas as unidades da federação apresentaram elevação do IDHM entre 2000 e 2010, e cerca de 50% apresentaram índice igual ou superior a 0,7. Houve incremento na cobertura dos planos de saúde no país entre 2004 e 2013, e isto se relacionou de maneira inversa com as taxas de mortalidade compensadas e padronizadas por DAC e DCBV. As taxas de mortalidade compensadas e padronizadas por DAC, DCBV e DHIP, em 2013, apresentaram relação inversa com o IDHM do ano 2000, mas as relações mais lineares ocorreram nas DCBV e DHIP.

Conclusão:
A redução nas taxas de mortalidade padronizadas por DBCV pode contribuir para a elevação discreta nos óbitos por DHIP, que são subestimados quando avaliados somente pela causa básica. A mortalidade por ambas as condições parece estar associada à fatores socioeconômicos. Para a redução da mortalidade por DCBV e DHIP é necessário, além de enfatizar o controle da hipertensão, melhorar as condições socioeconômicas do país.

Veja abaixo as fotos da defesa
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