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Notícias

A Defesa de Dissertação de Mestrado do aluno Diego Porto de Almeida, intitulada "Avaliação por ressonância magnética do remodelamento cardíaco em praticantes amadores de triatlo", foi realizada no dia 30 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução:
O triatlo vem apresentando um aumento exponencial no número de praticantes após ser incluído nas Olimpíadas de Sidney em 2000. É um esporte relativamente recente e sobre o qual se produziu pouca documentação com relação ao remodelamento cardíaco (RC) que possa desencadear em seus atletas. O presente estudo busca identificar e descrever as características do RC que possa estar relacionado à prática do triatlo de endurance por atletas amadores.

Objetivo:
Comparar índices estruturais e funcionais cardíacos entre triatletas amadores (TA) com indivíduos saudáveis não praticantes do esporte (GC), obtidos a partir de exame de ressonância magnética cardíaca (RMC). Identificar se há uma correlação dos índices com o volume de treinamento aeróbico semanal dos triatletas

Métodos:
Os TA foram definidos por questionário estruturado. Foram submetidos à RMC, em aparelho de 1,5 tesla, 21 TA e 20 GC. As imagens foram avaliadas em softwares específicos por dois médicos examinadores experientes, sendo adotada a média dos valores. Foram avaliados fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e direito (FEVD), volumes diastólico (VDF), sistólico finais (VSF) e ejetivo (VEJ) do ventrículo esquerdo, volume do átrio esquerdo (VAE), volume diastólico final do ventrículo direito (VD) massa do VE (M), espessura do septo (S) e da parede lateral (PL). Todos os valores volumétricos e de massa foram indexados pela superfície corporal.

Resultados:
Dos 41 participantes (36,1±6,5 anos), 28 (68,3%) eram do sexo masculino. Em comparação com os controles, os atletas apresentaram: menor FEVE (62,5 ± 5,4% vs 68 ± 6,2%, p=0,005) e igual FEVD (55,2 ± 5,5 % vs 55,1 ± 6,2%, p=0,962); maior VDF (103,3 ±13,7ml/m2 vs 69,6 ± 13ml/m2, p<0,0001), VSF (38,7 ± 7,8 ml/m2 vs 22,6 ± 6,6 ml/m2, p<0,0001) e VEJ (64,9 ± 10,2 ml/m2 vs 47,1 ± 9 ml/m2, p<0,0001) do ventrículo esquerdo; maior VAE (46,9 ± 7,8 ml/m2 vs 33,3 ± 8,3 ml/m2, p<0,0001), maior VD (101,3 ± 13 ml/m2 vs 72,4 ± 19 ml/m2, p<0,0001); maior massa do VE (M: 70,3 ± 15,7 g/m2 vs 40,2 ± 6 g/m2, p<0,0001); maior espessura do septo (S: 10 ± 1,7mm vs 8,1 ± 1,6mm, p<0,001) e da parede lateral (PL: 9,8 ± 1,7 mm vs 7 ± 1,6 mm, p<0,0001). A correlação de Pearson foi feita avaliando 21 TA, (76,2% masculino; 35,7±5,5 anos). A média de treinamento aeróbico semanal foi de 14,1±3,4 horas. De todas as variáveis analisadas, os VDF (r de Pearson= 0,513; p=0,017), VEJ (r de Pearson= 0,750; p<0,0001) e FEVE (r de Pearson= 0,494; p=0,023) do VE e a espessura do septo (r de Pearson= 0,459; p=0,036) obtiveram correlação significativa com o volume de treinamento semanal.

Conclusão:
Mesmo praticado de forma amadora, o triatlo pode ser capaz de promover alterações estruturais cardíacas significativas semelhantes aos achados na literatura científica com atletas profissionais. O volume de treinamento aeróbico é proporcional ao aumento do VDF, VEJ e FEVE do VE e da espessura do septo, que provavelmente é um mecanismo importante de adaptação do treinamento e permite um melhor desempenho atlético.

Veja abaixo as fotos da defesa
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A Defesa de Tese de Doutorado do aluno Paolo Blanco Villela, intitulada Mortalidade por doenças cerebrovasculares e hipertensivas no Brasil entre 1980 e 2013, foi realizada no dia 2 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução:
Existem poucos dados na literatura nacional sobre o comportamento das doenças cerebrovasculares (DCBV) e das doenças hipertensivas (DHIP) ao longo dos anos. Os óbitos relacionados às DHIP podem estar subdimensionados quando avaliados somente pela causa básica. As variações nas taxas de mortalidade de ambas as condições podem sofrer influência de fatores socioeconômicos.

Objetivo:
Avaliar a evolução temporal das taxas de mortalidade por DCBV e DHIP no Brasil. No período entre 1980 e 2012, avaliar as taxas de mortalidade por causa básica. No período entre 2004 e 2013, avaliar por causas múltiplas, e também nesse mesmo período, avaliar a relação das taxas de mortalidade por estas doenças com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a cobertura da saúde suplementar.

Métodos:
Os dados dos óbitos e população foram obtidos do site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório (DAC), DCBV e DHIP foram padronizadas pela idade. Para a análise por causas múltiplas, avaliou-se as menções as DCBV e DHIP em todas as linhas das declarações de óbito entre 2004 e 2013. Os dados do Índice de Desenvolvimento Humano de cada unidade da federação (IDH Municipal, IDHM) foram obtidos do site Atlas Brasil. Para a correlação com o IDHM e a cobertura da saúde suplementar, as taxas de mortalidade além de padronizadas por idade, foram compensadas pelas causas mal definidas. Avaliou-se a correlação entre a mortalidade por DAC, DCBV e DHIP e a cobertura da saúde suplementar entre 2004 e 2013 nas unidades da federação. Avaliou-se também a correlação entre o IDHM no ano 2000 e as taxas de mortalidade por DAC, DCBV e DHIP em 2013.

Resultados:
As taxas de mortalidade padronizadas por DAC e DCBV apresentaram declínio entre 1980 e 2012, enquanto houve discreto aumento na taxa de mortalidade padronizada por DHIP. Quando houve menção a DCBV sem DHIP, aquela foi selecionada como causa básica em 74,4% dos casos. Nos casos de DHIP sem DCBV, aquela foi selecionada como causa básica em 30,0%. Quando avaliados por menções nas DO, notou-se aumento expressivo nos óbitos relacionados às DHIP em comparação à sua avalição por causa básica entre 2004 e 2013, no país. Todas as unidades da federação apresentaram elevação do IDHM entre 2000 e 2010, e cerca de 50% apresentaram índice igual ou superior a 0,7. Houve incremento na cobertura dos planos de saúde no país entre 2004 e 2013, e isto se relacionou de maneira inversa com as taxas de mortalidade compensadas e padronizadas por DAC e DCBV. As taxas de mortalidade compensadas e padronizadas por DAC, DCBV e DHIP, em 2013, apresentaram relação inversa com o IDHM do ano 2000, mas as relações mais lineares ocorreram nas DCBV e DHIP.

Conclusão:
A redução nas taxas de mortalidade padronizadas por DBCV pode contribuir para a elevação discreta nos óbitos por DHIP, que são subestimados quando avaliados somente pela causa básica. A mortalidade por ambas as condições parece estar associada à fatores socioeconômicos. Para a redução da mortalidade por DCBV e DHIP é necessário, além de enfatizar o controle da hipertensão, melhorar as condições socioeconômicas do país.

Veja abaixo as fotos da defesa
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A Defesa de Tese de Doutorado do aluno Carlito Lessa da Silva foi realizada às 08 horas do dia 24 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução
A associação entre as alterações da curva do pulso de oxigênio (PuO2) durante o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) e a presença de isquemia miocárdica tem sido sugerida em alguns estudos.

Objetivo
Avaliar as associações entre as alterações na curva do PuO2 e os achados na cintilografia de perfusão miocárdica (CPM) em indivíduos com anatomia coronariana definida.

Métodos
Estudo prospectivo de 40 pacientes (60% homens, com média de idade de 57± 9,6 anos) com fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) de 64% ± 8,9% no ecocardiograma e angiografia conhecida. Daqueles que tinham DAC, 11- tinham doença univascular, 06- tinham doença bivascular, 09- tinham doença trivascular e outros 14 não tinham DAC. Todos os indivíduos foram submetidos a um TCPE máximo no protocolo em rampa, sendo administrado no pico do esforço 25mCi de 99mTc-Sestamibi com aquisição das imagens em gama câmera realizada até 60 minutos. As variáveis de interesse do TCPE e da CPM foram registradas. 

Resultados
O PuO2 mostrou valores médios diferentes somente em relação ao sexo, com maiores valores para o sexo masculino (p=0,017). Em relação aos dados angiográficos, não foram encontradas associações entre as curvas do PuO2 e a gravidade da DAC, p>0,05. A avaliação do slope do equivalente ventilatório do CO2 (VE/VCO2), mostrou associação com a gravidade da DAC p<0,05, mas não com os tipo de curva do PuO2. Por fim, verificou-se que o escore SRS foi um preditor indepentente dos tipos de curvas do PuO2 C e D.

Conclusão
As alterações na morfologia da curva do PuO2, não mostraram associações com a presença de DAC e com o a gravidade da lesões angiográficas. Contudo as curvas do tipo C e D apresentaram associação com a presença de isquemia miocárdica e com a presença de fibrose miocárdica (SRS).

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa
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