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Notícias

A Defesa de Tese de Doutorado do aluno Carlito Lessa da Silva foi realizada às 08 horas do dia 24 de agosto de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução
A associação entre as alterações da curva do pulso de oxigênio (PuO2) durante o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) e a presença de isquemia miocárdica tem sido sugerida em alguns estudos.

Objetivo
Avaliar as associações entre as alterações na curva do PuO2 e os achados na cintilografia de perfusão miocárdica (CPM) em indivíduos com anatomia coronariana definida.

Métodos
Estudo prospectivo de 40 pacientes (60% homens, com média de idade de 57± 9,6 anos) com fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) de 64% ± 8,9% no ecocardiograma e angiografia conhecida. Daqueles que tinham DAC, 11- tinham doença univascular, 06- tinham doença bivascular, 09- tinham doença trivascular e outros 14 não tinham DAC. Todos os indivíduos foram submetidos a um TCPE máximo no protocolo em rampa, sendo administrado no pico do esforço 25mCi de 99mTc-Sestamibi com aquisição das imagens em gama câmera realizada até 60 minutos. As variáveis de interesse do TCPE e da CPM foram registradas. 

Resultados
O PuO2 mostrou valores médios diferentes somente em relação ao sexo, com maiores valores para o sexo masculino (p=0,017). Em relação aos dados angiográficos, não foram encontradas associações entre as curvas do PuO2 e a gravidade da DAC, p>0,05. A avaliação do slope do equivalente ventilatório do CO2 (VE/VCO2), mostrou associação com a gravidade da DAC p<0,05, mas não com os tipo de curva do PuO2. Por fim, verificou-se que o escore SRS foi um preditor indepentente dos tipos de curvas do PuO2 C e D.

Conclusão
As alterações na morfologia da curva do PuO2, não mostraram associações com a presença de DAC e com o a gravidade da lesões angiográficas. Contudo as curvas do tipo C e D apresentaram associação com a presença de isquemia miocárdica e com a presença de fibrose miocárdica (SRS).

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa
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A Defesa de Dissertação de Mestrado do aluno Eduardo Rodrigues Antonio realizou-se às 14 horas do dia 19 de dezembro de 2016 no Auditório Professora Alice Rosa – 12º andar do HUCFF/UFRJ.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de mestrado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

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A hipótese da origem fetal para as doenças na idade adulta, sugere que exposições ambientais a fatores de risco intrauterinos afetem o desenvolvimento e aumente o risco de doenças endógenas.

Objetivos
Traçar a evolução temporal das taxas de mortalidade e mortalidade proporcional por Doenças (DAC) e Malformações do Aparelho Circulatório (MAC) nos menores de 18 anos, no Estado do Rio de Janeiro de 1996 a 2012. Verificar a associação de características registradas ao nascimento com a morte por Doenças e Malformações do Aparelho Circulatório em menores de 18 anos de idade, no Estado do Rio de Janeiro de 1996 a 2014.

Material e Métodos
As informações sobre populações foram obtidas no IBGE e os óbitos no DataSus/MS para estudo descritivo da evolução temporal. Para o estudo das associações foram utilizadas bases de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos e do Sistema de Informações de Mortalidade, que foram vinculadas e submetidas a análise longitudinal de coortes. Foram estimados os riscos relativos para cada variável preditora de óbito presente ao nascimento, tais como peso, escore de apgar, duração da gestação, idade e escolaridade materna.

Resultados
A mortalidade anual por doenças do aparelho circulatório foi 2,7/100 mil no sexo masculino e 2,6/100 mil no feminino. A mortalidade anual por malformações do aparelho circulatório foi 7,5/100 mil no sexo masculino e 6,6/100 mil no feminino. As maiores taxas de mortalidade proporcional foram por cardiomiopatias nas doenças do aparelho circulatório e por malformações não especificadas no conjunto das malformações, em todas as idades e sexos. A taxa de mortalidade por malformações foi 10 vezes maior do que a por doenças no primeiro ano de vida, ao passo que entre os adolescentes esta relação se inverteu. Foram vinculados 6.380 óbitos com 4.282.260 registros de nascimento, com resultado de 5.062 pares verdadeiros vinculados. Baixo peso ao nascer (RR= 2,26), asfixia no primeiro minuto (RR= 1,72) e quinto minuto (RR=1,51), a prematuridade (RR=1,50), idade materna maior ou igual a 40 anos (RR=2,06) e a baixa escolaridade materna (RR= 1,45) aumentaram o risco de óbito por doenças do aparelho circulatório. Na associação com a morte por malformações do aparelho circulatório as variáveis preditoras mostraram o mesmo perfil de associação, porém com maior intensidade.

Conclusão
A mortalidade por malformações do aparelho circulatório é marcante nos primeiros anos de vida, enquanto as doenças do aparelho circulatório são mais relevantes nos adolescentes. O Baixo peso, presença de asfixia no primeiro e no quinto minutos, prematuridade, idade materna de 40 anos ou mais e baixo nível de escolaridade materna se associam a um aumento da mortalidade por doenças e malformações do aparelho circulatório. Medidas de controle dessas variáveis contribuiriam para a redução de óbitos na população, assim como a melhoria do acesso ao diagnóstico e ao tratamento das malformações do aparelho circulatório.

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