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Notícias

Projeto coordenado pelo professor Ronaldo Leão e pela Dra Andrea de Lorenzo tendo Ana Carolina Amaral como aluna de Iniciação Científica recebe o Prêmio de Melhor Tema Livre do 32o Congresso da SOCERJ.

Ana Carolina desde que retornou do seu período de graduação sanduíche, em 2014 vem trabalhando nesse projeto que avalia a frequência de isquemia silenciosa na cintilografia miocárdica de perfusão (CMP) em diabéticos sem doença arterial coronariana conhecida, sintomáticos ou não, e seu impacto no prognóstico destes pacientes. A isquemia silenciosa em diabéticos, uma população tradicionalmente considerado de alto risco cardiovascular, tem sido objeto de estudos intensivos e o grupo foi pioneiro na caracterização desta frequência em um trabalho publicado em 2002 (De Lorenzo et al, Am J Cardiol 2002; 90: 827). Observaram que a prevalência de isquemia silenciosa permanece alta e não parece seguir a tendência de declínio observado em outros grupos de pacientes.

Além disso, observaram que a mortalidade, embora mais elevada nos diabéticos sintomáticos, não diferiu significativamente dos assintomáticos e que a cintilografia apresenta uma capacidade sustentada de estratificar o risco em diabéticos.

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Avaliação da prevalência e preditores de dissincronismo intraventricular esquerdo, em pacientes submetidos à análise de fase da cintilografia miocárdica de perfusão com gated-SPECT.

ALUNA: ADRIANA DA COSTA TAVARES

ORIENTADOR: Prof. Dr. Ronaldo  de Souza Leão Lima

O dissincronismo intraventricular esquerdo (DVE) é um preditor independente de eventos cardiovasculares adversos, morte por todas as causas e evolução para falência cardíaca. A cintilografia miocárdica de perfusão (CMP) com gated-SPECT, pode diagnosticar essa alteração de forma rápida e automática, através da análise de fase. Entretanto, este recurso do exame ainda é subutilizado, pois desconhecemos a prevalência do DVE e o perfil dos pacientes que precisam ser investigados.

A pesquisa incluiu a análise retrospectiva de 1000 exames de CMP com gated-SPECT realizados no período de 1 ano, no laboratório de medicina nuclear do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDPI). Foram coletados todos os dados clínicos dos pacientes, a largura do intervalo QRS no eletrocardiograma de repouso e todos os dados da CMP, em repouso e estresse. O critério usado para quantificar o DVE foi o desvio padrão das fases de VE com o valor ≥ 430 e/ou, o histograma de fase de VE com valor ≥ 1400 na fase de repouso e/ou estresse do exame. O software Synctool da Emory Cardiac Toolbox (Syntermed™, EUA), foi utilizado para acessar os parâmetros da análise de fase através das imagens da cintilografia.

No presente estudo, o DVE apresentou uma prevalência de 6,5%, podendo chegar à 42% na associação de certos fatores de risco, como: sexo masculino, história de doença coronariana prévia e QRS ≥ 120ms. Os preditores mais associados ao DVE foram: sexo masculino, obesidade, hipertensão, diabetes, dislipidemia, doença coronariana prévia, QRS ≥ 120ms, FEVE < 45% e defeitos de perfusão miocárdica (principalmente o defeito fixo). 

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evolucao-da-mortalidade

Desenvolvemos trabalhos sobre a evolução das taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, doenças cerebrovasculares e doenças isquêmicas do coração desde 1979 no Estado do Rio de Janeiro, já analisamos também as taxas de mortalidade por estas causas nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul para comparar com a evolução destas causas de mortalidade no Rio de Janeiro.

As taxas de mortalidade por causas mal definidas também foram estudadas para analisar seu impacto sobre as causas definidas de óbito e elaboração de manobra de compensação pelas causas mal definidas.

Realizamos correlações entre as taxas de mortalidade e indicadores socioeconômicos para elaborar hipóteses sobre fatores relacionados à redução da mortalidade pelas doenças do aparelho circulatório. Já que esta queda da mortalidade cardiovascular nas últimas três décadas não pode ser explicada pelo controle dos fatores de risco clássico cardiovasculares nem tampouco pelo melhor acesso aos procedimentos de alta complexidade.

Atualmente estamos realizando estudos das taxas de mortalidade nos agregados municipais do Rio de Janeiro desde 1979 até 2010, e sua correlação com indicadores socioeconômicos desde 1950, além de posterior correlação com indicador de desigualdade.

Artigos elaborados:

1. Mortalidade por Doenças Isquêmicas do Coração, Cerebrovasculares e Causas Mal Definidas nas Regiões do Estado do Rio de Janeiro, 1980-2007 (Revista da Socerj 2009)

2. Mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares em três estados do Brasil, 1980 a 2006 (Revista Panamericana de Saúde Pública 2010)

3. Evolução dos Principais Indicadores Socioeconômicos e Queda da Mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório em Três Estados do Brasil (Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012)

4. Evolução da Mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório nos Municípios do Estado do Rio de Janeiro de 1979 a 2010 (Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015)

5. Evolução da Mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório e do Produto Interno Bruto per capita nos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Será submetido ao European Journal of Preventive Cardiology)

CLIQUE AQUI para ver a apresentação em slides. 

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