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Título:  MORTALIDADE E SOBREVIDA NAS CIRURGIAS DE ARCO AÓRTICO COM PRESERVAÇÃO DOS VASOS SUPRAAÓRTICOS: treze anos de experiência

Resumo: OLIVEIRA, Paula Ferraz de. Mortalidade e Sobrevida nas Cirurgias do Arco Aórtico com preservação dos vasos supra-aórticos: treze anos de experiência. Rio de Janeiro 2016. Dissertação (Mestrado em Medicina: área de concentração cardiologia) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016. Fundamentos: As doenças do arco aórtico exibem altas taxas de morbimortalidade. Algumas estratégias cirúrgicas realizam a preservação parcial do arco aórtico e dos vasos supra-aórticos, porém a mortalidade imediata e à médio prazo dos pacientes submetidos a esse tipo de procedimento é incerta, assim como a morbidade cirúrgica frente as estratégias convencionais de abordagem do arco aórtico.

Objetivos: Comparar a mortalidade global e a sobrevida em médio prazo dos pacientes submetidos a estratégia cirúrgica de preservação parcial do arco aórtico e vasos supra-aórticos frente as estratégias convencionais de abordagem do arco aórtico; avaliar a mortalidade por causa cardiovascular ao longo do tempo; avaliar a morbidade da estratégia cirúrgica entre os grupos.

Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo da análise dos prontuários dos pacientes submetidos à cirurgia de correção do arco aórtico no período de fevereiro de 2000 a julho de 2013. Foram analisados 111 pacientes, sendo 29 pela estratégia cirúrgica de preservação parcial do arco aórtico e vasos supraaórticos (grupo A) e 82 por estratégias cirúrgicas convencionais na abordagem do arco aórtico (grupo B). Foram avaliadas variáveis clínicas préoperatórias, dados cirúrgicos e dados pós-operatórios. A análise de mortalidade e sobrevida foi realizada através dos dados fornecidos pelo serviço de informação de óbito da Secretária Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). No grupo A, 60,7% eram portadores de dissecção aórtica e 39,3% de aneurisma, e no grupo B, 43% eram dissecção aórtica e 57% de aneurisma de aorta. Resultados: No grupo A, a taxa de mortalidade intrahospitalar por qualquer causa foi de 31% e no grupo B 29,3%. A sobrevida em 1 ano, 2 anos e 5 anos nos grupos foi semelhante. Quanto a mortalidade por causa cardiovascular, o grupo A apresentou taxa intra-hospitalar de  13,8% e o grupo B 26,8%. Já a sobrevida considerando o desfecho por causa 8 cardiovascular foi de 85,2% em 2 anos e 77,3% em 5 anos no grupo A e no grupo B, foi de 65,4% e 49,1%. Permaneceram em ventilação mecânica por mais 24h 44,8% no grupo A e 34,1% no grupo B (p = 0,554). A taxa de hemotransfusão foi de 48,3% e 32,5%, respectivamente (p = 0,184). Já o débito pelos drenos nos primeiras 24h maior que 600ml foi 41,4% no grupo A e 28% no grupo B (p = 0,131). Ocorreram procedimentos de urgência em 58,6% no grupo A e 44,4% no grupo B (p = 0,190). Já os procedimentos de emergência ocorreram em 17,2% no grupo A e 9,9% no grupo B (p = 0,292). Conclusões: Não houve diferença quanto a mortalidade por qualquer causa ao longo do tempo nos dois grupos. O grupo A apresentou mortalidade por causa cardiovascular em 5 anos inferior ao grupo B. Quanto à morbidade cirúrgica, os grupos não apresentaram diferença estatística.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de Mestrado aqui.

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