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Informe Acadêmico

A defesa de dissertação de mestrado foi realizada no dia 12 de abril de 2016, no Auditório Alice Rosa – 12º andar do HUCFF/UFRJ.

Título: AVALIAÇÃO DA VITAMINA D ASSOCIADA A FATORES NUTRICIONAIS E A PARÂMETROS BIOQUÍMICOS EM IDOSOS EM PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DE DOENÇAS ATEROSCLERÓTICAS

Resumo: CARDOSO, Carolina Alves. Avaliação da vitamina D associada a fatores nutricionais e a parâmetros bioquímicos em idosos em prevenção secundária de doenças ateroscleróticas. Rio de Janeiro, 2016. Dissertação (Mestrado em medicina: área de concentração Ciências Cardiovasculares) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016.

Objetivos: Avaliar a concentração plasmática de 25(OH)D e associa-la à ingestão de vitamina D, cálcio, fósforo e magnésio, às concentrações plasmáticas de paratomônio (PTH), cálcio, fósforo e magnésio e a parâmetros bioquímicos e antropométricos em idosos em prevenção secundária de doenças ateroscleróticas. Métodos: Trata-se de um estudo transversal derivado de um ensaio clínico randomizado multicêntrico que avaliará o efeito de uma dieta cardioprotetora. Foram incluídos pacientes de ambos os sexos, ?60 anos com qualquer evidência de doença cardiovascular nos últimos 10 anos, doença arterial coronariana, acidente vascular encefálico prévio e doença arterial periférica documentados em prontuário ou hospitalizados por angina instável. Foram excluídos pacientes oncológicos, com suspeita clínica ou diagnóstica de déficit cognitivo, insuficiência cardíaca congestiva, hepatopatia ou nefropatia, impossibilitados de realizar refeições via oral, submetidos à gastroplastia, com transplante de órgãos prévios, cadeirantes ou que utilizavam suplementos nutricionais com cálcio e vitamina D. Foram aplicados o Questionário de Frequência Alimentar (QFA) e o Questionário de Informações Gerais. Foram realizadas avaliação antropométrica e análises laboratoriais (bioquímica, concentrações plasmáticas de 25(OH)D, PTH, cálcio, fósforo e magnésio). Nas análises estatísticas foram utilizados testes paramétricos: t-Student e correlação de Pearson; testes não-paramétricos: Mann-Whitney e correlação de Spearman. Teste Qui-quadrado para a avaliação de variáveis categóricas. Modelos de regressão linear foram realizados para verificar a independência das variáveis. Para os modelos de regressão linear simples e múltipla, a 25(OH)D foi classificada como a variável dependente e as variáveis independentes – sexo; idade; ingestão de Vitamina D; concentração plasmática de PTH, cálcio, fósforo e magnésio; concentrações séricas de triglicerídeos (TG) e colesterol total (CT); HOMA-IR e o índice antropométrico razão cintura (cm) / estatura (cm) (RCEst) – foram escolhidas em função da relevância clínica, onde os aspectos relacionados às doenças ateroscleróticas na prevenção secundária e ao metabolismo da vitamina D foram considerados. Para o modelo de regressão linear múltipla foi utilizado o modo stepwise. O valor de significância considerado foi de 5%. Resultados: Cento e um pacientes idosos diabéticos tipo 2, dislipidêmicos e hipertensos de ambos os sexos (63,3% homens) com mediana (percentil 25 – 75) de idade 68 (63,5 – 73) participaram deste estudo. Foi verificada alta frequência de indivíduos com excesso de peso, bem como perímetro da cintura (PC), perímetro do pescoço e índice RCEst aumentados tanto em homens quanto em mulheres. Verificamos alta frequência de inadequação para a ingestão dietética de vitamina D, cálcio, fósforo e magnésio. Entretanto, foi verificado um maior consumo de alimentos do grupo in natura ou minimamente processados. 77% (n = 77) dos idosos apresentaram valores ? 30 ng/mL de 25(OH)D. Dos 23% (n = 23) que apresentaram valores plasmáticos de 25(OH)D <30 ng/mL, 60,86% (n = 14) eram mulheres, 14% apresentavam excesso de peso, e destes, 10% eram mulheres. A ingestão de vitamina D, cálcio e fósforo demonstrou maior força na associação com as concentrações plasmáticas de vitamina D apenas nas mulheres. Foram verificadas correlações entre as VIII

concentrações plasmáticas de vitamina D com parâmetros bioquímicos e antropométricos tanto em homens (com fósforo plasmático, glicose, TG, índice de adiposidade visceral (IAV) e HOMA-IR) quanto em mulheres (com LDL-c, CT, índice de massa corporal (IMC), RCEst e PC). Na análise de regressão linear múltipla, a concentração plasmática de vitamina D foi influenciada pela concentração sérica de TG e pela ingestão dietética de vitamina D. Os homens apresentaram uma variação de 11,6 ng/mL a mais de 25(OH)D do que as mulheres e o teste do Qui-quadrado demonstrou que as mulheres apresentaram a vitamina D plasmática proporcionalmente menor do que os homens (p = 0,01). Conclusão: Foram verificadas associações entre as concentrações plasmáticas de vitamina D e a ingestão de vitamina D, cálcio e fósforo somente nas mulheres. Parâmetros bioquímicos ligados ao perfil lipídico e metabolismo da glicose, e parâmetros antropométricos ligados à adiposidade abdominal, apresentaram correlação estatisticamente significativa com as concentrações plasmáticas de vitamina D, tanto em homens quanto em mulheres. Houve diferença estatisticamente significativa em relação às concentrações plasmáticas de vitamina D entre os gêneros (p<0,01), gerando a necessidade de mais estudos para que o tratamento em relação ao estado da vitamina D possa ser individualizado diante da diferença metabólica entre homens e mulheres.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de Mestrado aqui.

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A defesa de dissertação de mestrado foi realizado no dia 28 de julho de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Título: PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS NA FASE CRÔNICA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO RIO DE JANEIRO

Castilhos, Mariana Pereira. Perfil Nutricional de pacientes com doença de Chagas na fase crônica em um hospital terciário do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2016. Tese (Mestrado em Medicina: área de concentração Cardiologia) – Faculdade de Medicina / Instituto do Coração Edson Saad, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016.

Fundamento: O estado nutricional é um dos principais moduladores da resposta imune agindo, possivelmente, como fator amplificador no mecanismo patogênico da doença de Chagas. Portanto, uma dieta adequada poderia influenciar no prognóstico da mesma. Objetivo: Analisar a qualidade da dieta e estado nutricional de pacientes com doença de Chagas e sem a doença pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQD-R). Métodos: Estudo caso-controle, de ambos os sexos. A ingestão alimentar foi avaliada por questionário de frequência de consumo alimentar. Para a avaliação antropométrica, foram aferidos peso, estatura e circunferência da cintura, com posterior cálculo e classificação do Índice de Massa Corporal. A qualidade da dieta foi analisada pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado. As prevalências de ingestão inadequada de micronutrientes foram obtidas pelo obtidas pelo cálculo do percentual de adequação considerando a necessidade média estimada (EAR). Foi realizado o teste Qui-quadrado para comparar as variáveis categóricas entre os grupos. A comparação das médias das variáveis contínuas entre os grupos foi analisada utilizando o teste t Student. O teste Mann-Whitney foi utilizado para comparação de dois grupos e o teste Kruskal-Wallis para análise de dados não paramétricos. Resultados: Os 162 pacientes avaliados possuíam idade entre 38 a 89 anos, 73,6% eram idosos e 63% eram do sexo feminino. A prevalência de obesidade e acúmulo excessivo de gordura abdominal foi maior no grupo controle quando comparado ao grupo caso (<0,001). Não houve diferença do índice de qualidade da dieta entre os grupos (p=0,145). Observou-se baixa pontuação referente aos componentes leite e derivados, e sódio em ambos os grupos. O Grupo Controle apresentou consumo de gordura saturada acima das recomendações. Pode-se notar ainda que o Grupo Controle obteve maior pontuação nos componentes calorias vazias, carnes, cereais totais em relação ao Grupo Chagas. Conclusão: Pode-se concluir que a qualidade da dieta dos pacientes chagásicos foi insatisfatória, referente ao perfil dos componentes da dieta, e não apenas de forma global.

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A Defesa de Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Medicina – Cardiologia, do aluno José Francisco Taty Zau foi realizada às 08h30’ do dia 04 de outubro de 2016, no auditório Halley Pacheco - 08º andar do HUCFF/UFRJ.

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CORONARIOPATAS REVASCULARIZADOS CIRURGICAMENTE SUBMETIDOS À REABILITAÇÃO CARDÍACA.

Fundamento
A doença cardiovascular é a principal causa de morbimortalidade no mundo. O estresse oxidativo tem implicações na patogênese destas doenças. A reabilitação cardíaca em pacientes com doença arterial coronariana crônica revascularizada cirurgicamente poderá prevenir eventos cardiovasculares, provavelmente através da atenuação do estresse oxidativo.

Objetivo
Verificar se o estresse oxidativo é atenuado por um programa de reabilitação cardíaca em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente, mediante análise de marcadores de dano lipídico, dano proteico e antioxidantes em quatro momentos (M0, M1, M2 e M3).

Pacientes e Métodos

Estudo quase experimental, com séries temporais. A população do estudo foi constituída inicialmente por 40 pacientes com doença coronariana crônica estável que se submeteram à cirurgia de revascularização miocárdica e que frequentaram o programa de reabilitação cardíaca no Serviço de cardiologia do exercício do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, entre Janeiro de 2014 e Janeiro de 2016. Para a análise dos dados foi utilizado ANOVA one way e suas significâncias.

Resultados
Após o início da reabilitação cardíaca verificou-se uma diminuição significativa e progressiva nos níveis de TBARS, uma tendência a diminuição da proteína carbonilada, aumento inicial e posterior queda dos níveis de

substâncias antioxidantes (SOD, CAT e GPx). Foi verificado aumento gradual e progressivo do ácido úrico e aumento do FRAP apenas no final da reabilitação cardíaca.

Conclusão
O exercício físico regular através de um programa de reabilitação cardíaca pode atenuar o estresse oxidativo em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de mestrado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

Jose Taty Zau

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