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Informe Acadêmico

A defesa de dissertação de mestrado foi realizado no dia 28 de julho de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Título: PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS NA FASE CRÔNICA EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO RIO DE JANEIRO

Castilhos, Mariana Pereira. Perfil Nutricional de pacientes com doença de Chagas na fase crônica em um hospital terciário do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2016. Tese (Mestrado em Medicina: área de concentração Cardiologia) – Faculdade de Medicina / Instituto do Coração Edson Saad, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016.

Fundamento: O estado nutricional é um dos principais moduladores da resposta imune agindo, possivelmente, como fator amplificador no mecanismo patogênico da doença de Chagas. Portanto, uma dieta adequada poderia influenciar no prognóstico da mesma. Objetivo: Analisar a qualidade da dieta e estado nutricional de pacientes com doença de Chagas e sem a doença pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQD-R). Métodos: Estudo caso-controle, de ambos os sexos. A ingestão alimentar foi avaliada por questionário de frequência de consumo alimentar. Para a avaliação antropométrica, foram aferidos peso, estatura e circunferência da cintura, com posterior cálculo e classificação do Índice de Massa Corporal. A qualidade da dieta foi analisada pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado. As prevalências de ingestão inadequada de micronutrientes foram obtidas pelo obtidas pelo cálculo do percentual de adequação considerando a necessidade média estimada (EAR). Foi realizado o teste Qui-quadrado para comparar as variáveis categóricas entre os grupos. A comparação das médias das variáveis contínuas entre os grupos foi analisada utilizando o teste t Student. O teste Mann-Whitney foi utilizado para comparação de dois grupos e o teste Kruskal-Wallis para análise de dados não paramétricos. Resultados: Os 162 pacientes avaliados possuíam idade entre 38 a 89 anos, 73,6% eram idosos e 63% eram do sexo feminino. A prevalência de obesidade e acúmulo excessivo de gordura abdominal foi maior no grupo controle quando comparado ao grupo caso (<0,001). Não houve diferença do índice de qualidade da dieta entre os grupos (p=0,145). Observou-se baixa pontuação referente aos componentes leite e derivados, e sódio em ambos os grupos. O Grupo Controle apresentou consumo de gordura saturada acima das recomendações. Pode-se notar ainda que o Grupo Controle obteve maior pontuação nos componentes calorias vazias, carnes, cereais totais em relação ao Grupo Chagas. Conclusão: Pode-se concluir que a qualidade da dieta dos pacientes chagásicos foi insatisfatória, referente ao perfil dos componentes da dieta, e não apenas de forma global.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de Mestrado aqui.

A Defesa de Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Medicina – Cardiologia, do aluno José Francisco Taty Zau foi realizada às 08h30’ do dia 04 de outubro de 2016, no auditório Halley Pacheco - 08º andar do HUCFF/UFRJ.

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CORONARIOPATAS REVASCULARIZADOS CIRURGICAMENTE SUBMETIDOS À REABILITAÇÃO CARDÍACA.

Fundamento
A doença cardiovascular é a principal causa de morbimortalidade no mundo. O estresse oxidativo tem implicações na patogênese destas doenças. A reabilitação cardíaca em pacientes com doença arterial coronariana crônica revascularizada cirurgicamente poderá prevenir eventos cardiovasculares, provavelmente através da atenuação do estresse oxidativo.

Objetivo
Verificar se o estresse oxidativo é atenuado por um programa de reabilitação cardíaca em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente, mediante análise de marcadores de dano lipídico, dano proteico e antioxidantes em quatro momentos (M0, M1, M2 e M3).

Pacientes e Métodos

Estudo quase experimental, com séries temporais. A população do estudo foi constituída inicialmente por 40 pacientes com doença coronariana crônica estável que se submeteram à cirurgia de revascularização miocárdica e que frequentaram o programa de reabilitação cardíaca no Serviço de cardiologia do exercício do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, entre Janeiro de 2014 e Janeiro de 2016. Para a análise dos dados foi utilizado ANOVA one way e suas significâncias.

Resultados
Após o início da reabilitação cardíaca verificou-se uma diminuição significativa e progressiva nos níveis de TBARS, uma tendência a diminuição da proteína carbonilada, aumento inicial e posterior queda dos níveis de

substâncias antioxidantes (SOD, CAT e GPx). Foi verificado aumento gradual e progressivo do ácido úrico e aumento do FRAP apenas no final da reabilitação cardíaca.

Conclusão
O exercício físico regular através de um programa de reabilitação cardíaca pode atenuar o estresse oxidativo em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de mestrado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

Jose Taty Zau

A Defesa de Tese de Doutorado da aluna Angela Maria Eugenio, foi realizado no dia 23 de novembro de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Objetivo
Analisar a letalidade hospitalar, sobrevida e causas de morte após revascularização dos membros inferiores.

Método
Foram utilizadas as Autorizações de Internação Hospitalar 2006/10 e Declarações de Óbito 2006/13. Foi realizado linkage probabilístico, utilizando o programa estatístico Stata.

Resultados
Foram encontrados 1.814 procedimentos em 1.558 pacientes, 900 homens (57,8%) e 658 mulheres (42,2%), 749 (48,0%) cirurgias abertas e 809 (52,0%) angioplastias. Os homens foram maioria em ambos os procedimentos, exceto nas angioplastias acima de 70 anos. A maioria dos procedimentos foi realizada entre 50 a 69 anos sendo a letalidade após angioplastias de 1,9 % e após cirurgias abertas de 6,9%. A letalidade foi maior entre as mulheres após a angioplastia em qualquer faixa etária e após a cirurgia acima dos 50 anos. Os hospitais públicos apresentaram menor letalidade hospitalar. Nos primeiros 30 dias após a alta, houve redução da sobrevida nos dois procedimentos. A causa básica de óbito mais frequente foi o Diabetes mellitus seguido da doença aterosclerótica. A análise das causas múltiplas revelou diagnósticos de septicemia, iatrogenia e complicações após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia. A mortalidade geral foi maior nos pacientes do que a população do Estado do Rio de Janeiro acima de 50 anos.

Conclusão
A letalidade hospitalar foi elevada após cirurgias abertas. A maior redução na sobrevida ocorreu nos primeiros 30 dias após a alta hospitalar. O estudo das causas de morte mostrou o diabetes como maior causa de morte. As causas múltiplas revelaram iatrogenia e complicação após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

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