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Informe Acadêmico

A Defesa de Tese de Doutorado da aluna Angela Maria Eugenio, foi realizado no dia 23 de novembro de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Objetivo
Analisar a letalidade hospitalar, sobrevida e causas de morte após revascularização dos membros inferiores.

Método
Foram utilizadas as Autorizações de Internação Hospitalar 2006/10 e Declarações de Óbito 2006/13. Foi realizado linkage probabilístico, utilizando o programa estatístico Stata.

Resultados
Foram encontrados 1.814 procedimentos em 1.558 pacientes, 900 homens (57,8%) e 658 mulheres (42,2%), 749 (48,0%) cirurgias abertas e 809 (52,0%) angioplastias. Os homens foram maioria em ambos os procedimentos, exceto nas angioplastias acima de 70 anos. A maioria dos procedimentos foi realizada entre 50 a 69 anos sendo a letalidade após angioplastias de 1,9 % e após cirurgias abertas de 6,9%. A letalidade foi maior entre as mulheres após a angioplastia em qualquer faixa etária e após a cirurgia acima dos 50 anos. Os hospitais públicos apresentaram menor letalidade hospitalar. Nos primeiros 30 dias após a alta, houve redução da sobrevida nos dois procedimentos. A causa básica de óbito mais frequente foi o Diabetes mellitus seguido da doença aterosclerótica. A análise das causas múltiplas revelou diagnósticos de septicemia, iatrogenia e complicações após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia. A mortalidade geral foi maior nos pacientes do que a população do Estado do Rio de Janeiro acima de 50 anos.

Conclusão
A letalidade hospitalar foi elevada após cirurgias abertas. A maior redução na sobrevida ocorreu nos primeiros 30 dias após a alta hospitalar. O estudo das causas de morte mostrou o diabetes como maior causa de morte. As causas múltiplas revelaram iatrogenia e complicação após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

A Defesa de Tese de Doutorado da aluna Eliza de Almeida Gripp, foi realizada às 10 horas do dia 13 de dezembro de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Fundamentos

A elevada morbimortalidade de cardiotoxicidade associada à terapia antineoplásica do câncer de mama poderia ser rezudida através do uso precoce de drogas cardioprotetoras. No entanto, a sensibilidade reduzida da fração de ejeção (FE) limita sua utilização nesta estratégia preventiva. Novos parâmetros, como o strain longitudinal bidimensional (SL2D), estão sendo utilizados na detecção precoce das alterações da função contrátil miocárdica.

Objetivos
Avaliar a incidência de cardiotoxicidade entre pacientes tratados para câncer de mama, os fatores independentes associados a este evento e a capacidade do SL2D em identificá-la precocemente.

Métodos
Estudo prospectivo e observacional de pacientes ambulatoriais consecutivos com diagnóstico de câncer de mama, sem tratamento antineoplásico prévio e sem disfunção ventricular, submetidos ao uso de antracíclicos e/ou trastuzumab, avaliados trimestralmente de forma cega em relação à terapia, e seguidos por 6 a 12 meses. Regressão de Cox foi utilizada para avaliar a associação de variáveis clínicas, terapêuticas e ecocardiográficas com a presença de cardiotoxicidade. Curva ROC foi construída para identificar o ponto de corte do SL2D capaz de prever a redução da FE.

Resultados
De agosto de 2014 a fevereiro de 2016, foram avaliadas 49 mulheres com idade média de 49,7±12,2 anos, sendo identificados 5 casos de cardiotoxicidade (10%), aos 3 (n=2) e 6 (n=3) meses de seguimento. SL2D foi associado de forma independente ao evento (p=0,004; HR=2,77; IC95%: 1,39-5,54), tendo como ponto de corte para este diagnóstico o valor absoluto de -16,6% (ASC=0,95; IC95%: 0,87-1,0) ou redução de 14% (ASC=0,97; IC95%: 0,9-1,0).

Conclusão
A redução de 14% do SL2D (ou valor absoluto de -16,6%) foi capaz de identificar de forma precoce os pacientes que podem evoluir com cardiotoxicidade associada ao uso de antracíclico ou trastuzumab.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

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A Defesa de Tese de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Medicina – Cardiologia do aluno João Luís Barbosa foi realizada às 8 horas do dia 14 de dezembro de 2016, na sala Roberto Cotrim – 12º andar do HUCFF/UFRJ.

Introdução
As doenças cardiovasculares representam uma importante causa de morbidade e mortalidade. São responsáveis por 30,5% de todas as causas de óbito no mundo (WHO, 2016). A doença cardíaca isquêmica é responsável pela maior parte destas mortes. Acompanhando o aumento na prevalência da doença cardíaca isquêmica no Brasil, temos um aumento sustentado no número de cirurgias de revascularização do miocárdio realizadas e um aumento ainda maior nos gastos com este procedimento. Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, a cirurgia de revascularização do miocárdio representa um custo elevado para as fontes pagadoras, sejam estas públicas ou privadas. Considerando que os recursos públicos destinados ao sistema público de saúde são limitados, os gestores deste sistema necessitam de ferramentas para auxiliar na elaboração de um plano para que a alocação dos recursos seja eficiente.

Métodos
Este é um estudo observacional, prospectivo, realizado em um único centro, com o objetivo de realizar uma análise de custo de internação hospitalar, através do microcusto, dos pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Foram selecionados 240 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM) no Instituto Nacional de Cardiologia (INC) no ano de 2013. Foram incluídos pacientes com idade superior a 30 anos, de ambos os sexos, com doença arterial coronariana comprovada por coronariografia e com indicação para a realização de cirurgia de revascularização do miocárdio. Foram excluídos os pacientes que realizaram a cirurgia de revascularização do miocárdio associada a outros procedimentos cirúrgicos tais como cirurgias valvares, endarterectomia de carótidas, cirurgias vasculares, dentre outras. A modalidade de estimativa dos 14 custos foi a de microcusto obtida a partir dos centros de custo. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia sob CAAE: 30460013.4.0000.5257 e nº 648.089.

Resultados
O custo médio de internação hospitalar foi de R$ 22.647,24, com mediana de R$ 14.772,98 e desvio padrão de R$ 28.105,66. O gasto médio dos pacientes masculinos foi de R$ 23.423,98, e dos pacientes do sexo feminino foi de R$ 20.798,37 (p= 0,510). Os pacientes com idade superior a 75 anos apresentaram um custo médio de R$ 35.640,41, ao passo que os pacientes com idade inferior a 75 anos apresentaram um custo médio de R$ 21.203,55 (p= 0,140). Os pacientes que morreram apresentaram um custo de internação médio de R$ 40.497,63, e aqueles que sobreviveram tiveram um custo médio de R$ 20.384,51 (p= 0,030). Nos pacientes que apresentaram alguma complicação o custo médio foi de R$ 35.400,28 e naqueles sem complicações o custo médio foi de R$ 13.996,57 (p< 0,001). Os gastos médios com medicamentos foram de R$ 4.673,29, os custos dos exames laboratoriais foram de R$ 592,46, os gastos com exames de imagem foram de R$ 584,83, os custos médios com materiais foi de R$ 2.494,02, os custos com profissionais foram de R$ 8.551,77 e o custo indireto médio foi de R$ 5.750,87 por paciente.

Conclusões
Os pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio isolada apresentaram um custo médio de R$ 22.647,24, podendo este custo variar de acordo com diversos fatores tais como o perfil clínico do paciente, o tempo de internação hospitalar, o tempo de internação na UTI e a ocorrência de complicações. De posse destas informações, os gestores poderão aperfeiçoar a alocação dos recursos para a saúde baseando-se em evidências.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

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