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Um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia revelou que mais de 90% da população adulta do município do Rio de Janeiro está exposta a níveis elevados ou extremos de poluição do ar. Os resultados ganharam repercussão nacional após serem destacados em reportagem da jornalista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S.Paulo.
A pesquisa analisou os 164 bairros da capital fluminense e identificou que aproximadamente 4,2 milhões de pessoas vivem em áreas com concentrações preocupantes de material particulado fino (MP2,5), um dos principais poluentes atmosféricos associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e respiratórias.
De acordo com os pesquisadores, a exposição prolongada ao material particulado fino pode provocar impactos significativos na saúde da população, contribuindo para o desenvolvimento precoce de doenças cardiovasculares, agravamento de condições já existentes e aumento do risco de complicações clínicas.
Os autores destacam que os efeitos da poluição não se restringem apenas a grupos considerados mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas, mas afetam a população em geral, tornando-se um importante desafio para a saúde pública.
Entre os bairros com os piores indicadores de qualidade do ar identificados pelo estudo estão Vigário Geral, Caju e Manguinhos, regiões que apresentaram concentrações mais elevadas de poluentes atmosféricos.
O levantamento aponta ainda que mais de uma centena dos bairros avaliados foi classificada na categoria de poluição extrema, evidenciando a abrangência do problema na cidade.
Por outro lado, bairros como Alto da Boa Vista, Grajaú, Tijuca e Jardim Botânico apresentaram índices relativamente mais baixos quando comparados às demais regiões analisadas.
Um dos resultados mais preocupantes da pesquisa é que nenhum dos 164 bairros avaliados atingiu os níveis anuais de qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo os autores, os dados reforçam a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à redução das emissões de poluentes, ao monitoramento da qualidade do ar e à implementação de estratégias que contribuam para a melhoria das condições ambientais e da saúde da população.
Os resultados evidenciam a importância das pesquisas voltadas à compreensão dos impactos ambientais sobre a saúde humana, contribuindo para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.
Ao demonstrar a relação entre a qualidade do ar e os riscos à saúde cardiovascular, o estudo oferece subsídios relevantes para gestores públicos, profissionais da saúde e pesquisadores interessados em promover ambientes urbanos mais saudáveis e sustentáveis.
Fonte: Folha de S.Paulo
A professora Glaucia Moraes integrou uma importante iniciativa internacional promovida pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), voltada à produção de conhecimento e proposição de soluções para a melhoria da saúde das mulheres em escala global.
Como membro do consórcio responsável pelo estudo, a professora contribuiu para a construção de um relatório que analisa desafios críticos na assistência à saúde feminina e aponta caminhos estratégicos para avanços significativos no setor.
O estudo destaca não apenas a urgência de enfrentar lacunas existentes na prestação de cuidados às mulheres, mas também evidencia uma relevante oportunidade econômica em três áreas de alto impacto:
De acordo com o relatório, investimentos em cuidados preventivos nessas áreas podem trazer benefícios expressivos, como o aumento de 2,5 dias de vida saudável por ano para as mulheres, além de evitar cerca de 70 mil eventos médicos adversos apenas nos Estados Unidos. Outro dado relevante é o potencial de retorno financeiro, estimado entre 3 a 6 vezes o valor investido.
A participação da professora Glaucia Moraes reforça o compromisso com a produção científica de impacto e com a promoção de políticas e práticas que contribuam para a melhoria da saúde das mulheres em nível global.
A iniciativa também busca fortalecer o debate internacional e incentivar ações concretas que ampliem o acesso e a qualidade da assistência à saúde feminina, beneficiando milhões de mulheres ao redor do mundo.

A professora Gláucia Maria Moraes de Oliveira, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), participa nesta semana do 2º Summit 2026 – Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa, evento internacional realizado no Rio de Janeiro que reúne especialistas, gestores e pesquisadores para discutir estratégias de integração dos cuidados em saúde nos países da CPLP.
A pesquisadora integra a programação da Sessão XIV – “Papel dos Municípios na Saúde e Bem-Estar das Populações”, realizada no dia 14 de maio de 2026, ao lado de representantes da gestão pública e especialistas da área da saúde
Ao lado do Secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro, a pesquisadora apresenta dados e reflexões sobre saúde, cidade e bem-estar das populações, contribuindo para o debate sobre políticas públicas, organização dos serviços e qualidade de vida nos centros urbanos.
O Summit aborda temas estratégicos ligados aos cuidados integrados em saúde, reunindo representantes do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde e outros países de língua portuguesa. A programação inclui discussões sobre saúde digital, multimorbidade, formação profissional, mudanças climáticas, envelhecimento saudável e políticas públicas de cuidado
A participação da professora Gláucia Moraes reforça a presença da universidade pública brasileira em debates internacionais sobre saúde coletiva e integração de cuidados, contribuindo para a construção de soluções voltadas à promoção da saúde e ao bem-estar das populações.