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Dois trabalhos científicos aprovados no 43º Congresso SOCERJ 2026 destacam a relação entre mortalidade cardiovascular, poluição do ar e desigualdades socioeconômicas no Brasil.
Um dos estudos analisa o impacto da vulnerabilidade social na mortalidade cardiovascular no Brasil nos períodos pré e pós-pandemia de COVID-19, evidenciando como fatores sociais influenciam diretamente os desfechos em saúde.
Outro trabalho aborda as tendências e desigualdades regionais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares em mulheres no Brasil entre 1990 e 2023, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à equidade em saúde.
Além disso, estudos apontam que a poluição do ar está diretamente associada ao aumento da mortalidade por doenças cardiovasculares no Rio de Janeiro. Uma análise realizada em 23 bairros, no período de 2001 a 2015, identificou que regiões com maior concentração de material particulado fino (MP2,5) apresentam taxas mais elevadas de óbitos, especialmente em áreas com piores condições socioeconômicas.
Os trabalhos foram avaliados com base em rigorosos critérios científicos, incluindo originalidade, relevância, clareza na apresentação dos resultados e adequação aos objetivos propostos.
Data: 07 de maio de 2026
Apresentação 1:
Horário: 11:30
Local: Sala 7
Formato: Apresentação oral (Pesquisador ou Médico)
Apresentação 2:
Horário: 16:00
Local: Área de Pôster
Formato: Pôster
A participação no congresso reforça a relevância das pesquisas brasileiras no cenário científico, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre os impactos ambientais e sociais na saúde cardiovascular.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está com inscrições abertas para o 1º Concurso de Soluções Inovadoras – Prêmio Engaja UFRJ, que vai premiar propostas desenvolvidas pela própria comunidade universitária para enfrentar desafios reais da instituição. As inscrições começaram no dia 16/3 e seguem até 15/5/2026, por meio de formulário eletrônico disponível no site da Pró-Reitoria de Gestão e Governança (PR-6).
O concurso vai selecionar até dez iniciativas, cada uma com premiação de R$ 10 mil, além de certificado, inclusão no Banco de Soluções da PR-6 e possibilidade de implementação por meio de compras públicas para inovação (CPSI). A proposta é transformar ideias em soluções aplicáveis no cotidiano da Universidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida nos campi e para a modernização da gestão institucional.
Podem participar docentes, estudantes, técnicos-administrativos, pesquisadores visitantes, integrantes de startups vinculadas à UFRJ e outros profissionais ligados à instituição, individualmente ou em equipes de até cinco pessoas. As propostas serão avaliadas com base em critérios como potencial de inovação, impacto social, viabilidade, escalabilidade e uso eficiente de recursos, em um processo estruturado em diferentes etapas, incluindo avaliação técnica e apresentação final.
Os desafios propostos abrangem sete áreas estratégicas para a Universidade: segurança nos campi, acessibilidade, mobilidade, conectividade e telecomunicações, gestão de resíduos, alimentação coletiva sustentável e uso eficiente de água e energia. Esses temas, destacados também no material de divulgação do concurso, refletem questões diretamente ligadas à permanência estudantil, à eficiência administrativa e à sustentabilidade institucional.
Segundo o pró-reitor de Gestão e Governança, Fernando Peregrino, a iniciativa representa uma mudança de paradigma na forma como a Universidade enfrenta seus próprios desafios. Em vez de apenas adquirir soluções já existentes no mercado, a UFRJ passa a mobilizar sua capacidade científica e tecnológica para desenvolver respostas internas, alinhando pesquisa, gestão e inovação. “Trata-se de transformar despesa em estratégia e fazer da própria Universidade um espaço de experimentação e solução — um verdadeiro laboratório vivo”, afirmou Peregrino.
Inspirada em experiências de universidades internacionais, mas com caráter pioneiro no Brasil, a iniciativa busca estruturar uma política institucional de inovação voltada para dentro da própria UFRJ. A proposta é fortalecer o papel da instituição não apenas como produtora de conhecimento para a sociedade, mas também como agente ativo na resolução de seus próprios desafios, com potencial de se tornar referência para outras instituições públicas de ensino superior.
Fonte: Conexão UFRJ
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) instituiu a nova Política de Integridade na Atividade Científica, reforçando o compromisso da agência com a ética, a transparência e as boas práticas na pesquisa científica. A medida foi aprovada pela Diretoria Executiva do órgão e estabelece diretrizes para promover um ambiente científico mais íntegro, plural, inclusivo e responsável.
A nova política tem como finalidade garantir a integridade das atividades científicas apoiadas pelo CNPq, com base em ações de educação, prevenção, apuração e sanção. Entre seus principais objetivos estão a promoção da ética na atividade científica, a transparência nas decisões institucionais e avaliações de mérito, a prevenção de conflitos de interesse e o fortalecimento da qualidade das informações em todas as etapas dos projetos de pesquisa.
A regulamentação se aplica a um amplo conjunto de agentes vinculados ao sistema científico apoiado pelo CNPq, incluindo proponentes, bolsistas, beneficiários de fomento, usuários de plataformas como o Currículo Lattes e a Plataforma Carlos Chagas, além de membros de comitês de assessoramento, consultores ad hoc, servidores e instituições parceiras.
O texto também estabelece definições formais para situações como plágio, autoplágio, falsificação, fabricação de dados, discriminação, assédio, conflito de interesses, nepotismo e publicação científica fragmentada, criando parâmetros mais claros para prevenção e responsabilização em casos de má conduta.
Outro destaque da política é a criação de um Código de Boas Práticas Científicas, baseado em princípios como honestidade intelectual, responsabilidade em todas as fases da pesquisa, veracidade na autoria e nos créditos científicos, respeito à diversidade, inclusão, justiça social, racial e de gênero, além do zelo com a segurança e a integridade dos dados e processos científicos.
Entre os deveres previstos para pesquisadores, bolsistas e usuários dos sistemas do CNPq está a obrigação de manter dados verídicos e atualizados no Currículo Lattes, bem como respeitar as normas da agência relativas à concessão de bolsas e auxílios, incluindo a comunicação de afastamentos, intercorrências e dificuldades na execução da pesquisa.
A política também traz orientações específicas sobre o uso de Inteligência Artificial Generativa (IAG) na pesquisa científica. O normativo determina que o uso dessas ferramentas deve ser declarado de forma explícita, desde a concepção até a redação e análise dos dados, e veda a submissão de conteúdo gerado por IA como se fosse de autoria humana, atribuindo aos autores total responsabilidade sobre o conteúdo final.
No campo da publicação científica, o documento reforça princípios como citação adequada de fontes, transparência sobre versões anteriores de trabalhos, prevenção ao autoplágio, definição clara de autoria, proibição de compra e venda de autoria e rejeição a práticas editoriais fraudulentas ou predatórias.
Para apoiar a implementação da política, o CNPq criou a Comissão de Integridade na Atividade Científica (CIAC), órgão responsável por promover ações educativas, analisar suspeitas, apurar denúncias e deliberar sobre desvios de integridade na atividade científica. As denúncias deverão ser formalizadas por meio da Ouvidoria do CNPq, via plataforma Fala.BR, e os processos tramitarão sob sigilo, com garantia de ampla defesa e contraditório.
A política ainda estabelece um conjunto de infrações leves, graves e gravíssimas, com previsão de sanções que vão desde advertência formal até suspensão de bolsas, impedimento de participação em editais, devolução de recursos, revogação de outorgas e até suspensão temporária do Currículo Lattes, conforme a gravidade da conduta.
Com a nova regulamentação, o CNPq reforça seu papel na promoção de uma cultura científica pautada pela qualidade, confiabilidade, responsabilidade institucional e respeito às normas éticas, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa e da inovação no Brasil.
Fonte: CNPJ