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Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio 3 Minutos de Tese (3MT®) UFRJ 2026, iniciativa promovida pelo Fórum de Ciência e Cultura (FCC) em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2). O concurso convida doutorandos(as) e recém-doutores(as) da UFRJ a apresentarem suas pesquisas de forma clara, objetiva e envolvente, em apenas três minutos, utilizando um único slide estático.

Inspirado no modelo internacional Three Minute Thesis (3MT®), criado pela Universidade de Queensland (Austrália), o prêmio busca estimular a divulgação científica e desenvolver habilidades de comunicação, aproximando a produção acadêmica da sociedade. 

Nesta edição, podem participar doutorandos(as) regularmente matriculados(as) e recém-doutores(as) que defenderam suas teses após 25 de junho de 2025. As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até o dia 10 de agosto de 2026. Os melhores colocados em cada uma das três grandes áreas do conhecimento receberão premiações em dinheiro, além de haver uma categoria de voto popular. 

O 3MT® representa uma excelente oportunidade para divulgar sua pesquisa, fortalecer sua capacidade de comunicação e compartilhar o impacto do seu trabalho com diferentes públicos.

Não perca essa oportunidade!

Mais informações, edital e inscrições AQUI

Fonte: PPG Biofísica

O estudo de Souza et al. (2026) investigou os efeitos diretos da dapagliflozina sobre a bioenergética de mitocôndrias cardíacas isoladas de ratos Wistar, com o objetivo de entender melhor os mecanismos mitocondriais que podem estar associados aos benefícios cardiovasculares já observados com os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2).

Os autores demonstraram que a exposição à dapagliflozina (10 nM) aumentou a respiração mitocondrial dependente dos complexos I e II. Apesar do aumento do vazamento de elétrons no complexo I, a droga reduziu a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), aumentou a razão ATP/ROS e promoveu a hiperpolarização do potencial transmembrana mitocondrial, principalmente na presença de cálcio, sem alterar a produção de ATP, a atividade do complexo IV ou a capacidade respiratória máxima desacoplada.

Em conjunto, esses resultados sugerem uma melhora da eficiência bioenergética e do equilíbrio redox mitocondrial, reforçando a ideia de que a mitocôndria pode ser um importante alvo terapêutico dos inibidores de SGLT2.

No entanto, como o estudo foi realizado em mitocôndrias isoladas e utilizou apenas uma concentração da dapagliflozina, os resultados devem ser interpretados com cautela. Ainda assim, o trabalho traz evidências importantes de que a dapagliflozina é capaz de atuar diretamente na função mitocondrial cardíaca, ajudando a explicar parte dos benefícios observados na insuficiência cardíaca e destacando a preservação da bioenergética mitocondrial como uma estratégia promissora no tratamento das doenças cardiovasculares.

Confira o Estudo AQUI

 

08 06 Poscardio Estudo destacado NoticiaUm estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia revelou que mais de 90% da população adulta do município do Rio de Janeiro está exposta a níveis elevados ou extremos de poluição do ar. Os resultados ganharam repercussão nacional após serem destacados em reportagem da jornalista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S.Paulo.

A pesquisa analisou os 164 bairros da capital fluminense e identificou que aproximadamente 4,2 milhões de pessoas vivem em áreas com concentrações preocupantes de material particulado fino (MP2,5), um dos principais poluentes atmosféricos associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e respiratórias.

De acordo com os pesquisadores, a exposição prolongada ao material particulado fino pode provocar impactos significativos na saúde da população, contribuindo para o desenvolvimento precoce de doenças cardiovasculares, agravamento de condições já existentes e aumento do risco de complicações clínicas.

Os autores destacam que os efeitos da poluição não se restringem apenas a grupos considerados mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas, mas afetam a população em geral, tornando-se um importante desafio para a saúde pública.

Entre os bairros com os piores indicadores de qualidade do ar identificados pelo estudo estão Vigário Geral, Caju e Manguinhos, regiões que apresentaram concentrações mais elevadas de poluentes atmosféricos.

O levantamento aponta ainda que mais de uma centena dos bairros avaliados foi classificada na categoria de poluição extrema, evidenciando a abrangência do problema na cidade.

Por outro lado, bairros como Alto da Boa Vista, Grajaú, Tijuca e Jardim Botânico apresentaram índices relativamente mais baixos quando comparados às demais regiões analisadas.

Um dos resultados mais preocupantes da pesquisa é que nenhum dos 164 bairros avaliados atingiu os níveis anuais de qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os autores, os dados reforçam a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à redução das emissões de poluentes, ao monitoramento da qualidade do ar e à implementação de estratégias que contribuam para a melhoria das condições ambientais e da saúde da população.

Os resultados evidenciam a importância das pesquisas voltadas à compreensão dos impactos ambientais sobre a saúde humana, contribuindo para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.

Ao demonstrar a relação entre a qualidade do ar e os riscos à saúde cardiovascular, o estudo oferece subsídios relevantes para gestores públicos, profissionais da saúde e pesquisadores interessados em promover ambientes urbanos mais saudáveis e sustentáveis.

Fonte: Folha de S.Paulo

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